segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Carreteiro e carne frita



Autoria: Jayme Caetano Braun

Nobre cardápio crioulo das primitivas jornadas,
Nascido nas carreteadas do Rio Grande abarbarado,
Por certo nisso inspirado, o xiru velho campeiro
Te batizou de "Carreteiro", meu velho arroz com guisado.

Não tem mistério o feitio dessa iguaria bagual,
É xarque - arroz - graxa - sal
É água pura em quantidade.
Meta fogo de verdade na panela cascurrenta.
Alho - cebola ou pimenta, isso conforme a vontade.

Não tem luxo - é tudo simples, pra fazer um carreiteiro.
Se fica algum "marinheiro" de vereda vem à tona.
Bote - se houver - manjerona, que dá um gostito melhor
Tapiando o amargo do suor que -
às vezes, vem da carona.

Pois em cima desse traste de uso tão abarbarado,
É onde se corta o guisado ligeirito - com destreza.
Prato rude - com certeza,
mas quando ferve em voz rouca
Deixa com água na boca a mais dengosa princesa.

Ah! Que saudades eu tenho
dos tempos em que tropeava
Quando de volta me apeava
num fogão rumbeando o cheiro
E por ali - tarimbeiro, cansado de bater casco,
Me esquecia do churrasco saboreando um carreteiro.

Em quanto pouso cheguei de pingo pelo cabresto,
Na falta de outro pretexto indagando algum atalho,
Mas sempre ao ver o borralho onde a panela fervia
Eu cá comigo dizia: chegou de passar trabalho.

Por isso - meu prato xucro, eu me paro acabrunhado
Ao te ver falsificado na cozinha do povoeiro
Desvirtuado por dinheiro à tradição gauchesca,
Guisado de carne fresca, não é arroz de carreteiro.

Hoje te matam à Mingua, em palácio e restaurante
Mas não há quem te suplante,
nem que o mundo se derreta,
Se és feito em panela preta, servido em prato de lata
Bombeando a lua de prata sob a quincha da carreta!

Por isso, quando eu chegar,
nalgum fogão do além-vida,
Se lá não houver comida já pedi a Deus por consolo,
Que junto ao fogão crioulo,

Quando for escurecendo, meu mate -amargo sorvendo,
A cavalo nalgum tronco, escute, ao menos, o ronco
De um "Carreteiro" fervendo. 





Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Galpão

Este quarto é o preferido de Alfredo. No domingo depois do churrasco ele faz a siesta aqui. Esta parte do galpão ficou muito boa. Agora no inverno o sol aquece a madeira e fica assim o dia todo. Ainda estamos construindo o galpão. Agora nossa meta é fechar, pois este inverno fez muito frio. Ficou ruim de permanecer na parte aberta. Em nossa região temos muito vento. 














Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tricotando


Olá queridos amigos do blog. Ando encorujada em casa e não tenho aparecido por aqui. Como não temos internet em casa por causa do péssimo sinal que lá chega, uso somente a internet do trabalho nas segundas-feira. Pois neste dia tenho coral e fico esperando o horário no trabalho. Este ano a produção de blusas de lã foi grande. Este foi o quinto blusão de lã que fiz. O inverno tem muitas coisas boas. Assolar as roupas, fazer doces, sem esquecer do chimarrão com rapadura para aquecer o dia. 









Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

segunda-feira, 24 de julho de 2017

catiçal


Em nossa última viagem a Buenos Aires saímos de casa com um propósito, passear pelo bairro San Telmo e comprar um par de castiçais. Faltou um, pois a meta eram dois. Sempre temos que deixar algo faltando nas compras para ter desculpas de uma futura volta. 











Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Meus trabalhos em tecidos


Sou apaixonada por quartos e roupas de cama. Quando vim morar em Osório tinha uma loja que era minha paixão. Um dia tomei coragem e entrei. Por que só admirava a vitrine. Fiquei enlouquecida. Tinha coisas belíssimas. Me enamorei de um lençol. Era branco com bordados e as fronhas adornadas com babadinhos. A balconista veio me atender e pedi o preço daquele lençol. Ela me disse que era muito caro. Sai da loja tão desenxavida. Contei para Alfredo o acontecido. Ele ficou muito contente, disse que ia lá levar um presente para a vendedora da loja, pois assim eu parava de comprar lençóis. hahha Alegria de uns tristeza de outros. Mas não dei por vencida, passados alguns anos, voltei na loja e lá estava o mesmo lençol. Uma alegre e simpática vendedora veio me atender e contei o fato acontecido para ela. Ela me disse o preço e realmente era muito caro. Por isso fiz aula de pathwork, para ter minhas tão desejadas fronhas. E também fiz esta capa para nosso famoso acolchoado de lã de carneiro, tradicional aqui no sul do país.








Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Troquinha


Outro dia no blog da Thais teve uma troquinha de páscoa. Bah! Estou atrasada na postagem! Participei. E nesta troca fui companheira da querida, que agora virou uma amiga, a carioca Jack. Recebi uma caixa carregada de boas energias, carinho e saborosos chocolates e mais estas, que estão nas imagens abaixo. Imagina, comi tudo e nem lembrei de fotografar. Sou louca por chocolate! Descobri uma coisa muito interessante. O chocolate faz as roupas encolherem. Não sei o que aconteceu, mas minhas roupas começaram a não servir mais. hahha Que tristeza! Estou numa dieta forçada. Quero agradecer o carinho de todos que me enviam coisas lindas e delicias de sua região. E que tal fazermos uma troquinha?








Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz